sábado, 5 de novembro de 2011

SITE DE PERGUNTAS E RESPOSTAS AOS ÓRGÃOS PÚBLICOS

borah Salves
O Brasil agora tem um portal em que usuários podem fazer perguntas aos órgãos de administração públicos e consultar as respostas oficiais. O Queremos Saber é inspirado no What Do They Know, do My Society (que também lhe empresta o código Alaveteli), e baseia-se no conceito de que "cidadãos têm direito de saber o que seu governo está fazendo". Nesse sentido, as respostas recebidas dos órgãos são automaticamente publicadas na página.
A intenção do Queremos Saber (www.queremossaber.org.br) é facilitar a transparência para ambos os lados: o cidadão consegue a informação de que precisa, e o órgão evita responder à mesma pergunta várias vezes - uma vez que a base de dados fica disponível para consultas -, explica Pedro Markun, membro do Transparência Hacker e um dos criadores do site verde-amarelo.
"É tudo feito automaticamente: a gente cadastra (isso sim, manualmente) o órgão e o respectivo endereço de e-mail, e quando alguém faz uma solicitação, o sistema gera um endereço de e-mail único e envia o pedido para a administração escolhida", explica Markun. O sistema ainda precisa ser aperfeiçoado, lembra. "Precisamos sentar para pensar e discutir como o site vai de fato interagir com os poderes", esclarece.
O portal faz uso da Lei de Acesso à Informação Pública, aprovada no Senado em 25 de outubro, que determina que o governo deve fornecer dados sobre sua administração à população. A legislação ainda precisa ser sancionada pela presidente, mas após isso, todos os órgãos deverão ter serviços que permitam ao usuário conseguir essas informações.
Markun conta que a ideia de criar o site surgiu no sábado, durante um HackDay - encontro de hackers em que são desenvolvidas, em conjunto, ferramentas para os cidadãos - e que na segunda-feira uma espécie de versão beta já estava no ar. No fim de semana, cinco pessoas estavam na Casa de Cultura Digital, participando da reunião, e até o site ficar pronto outros cinco voluntários se juntaram ao projeto.
Um lançamento oficial deve ser planejado assim que a ferramenta se aperfeiçoar em alguns pontos, e deve esperar, também, a sanção de Dilma Rousseff à Lei de Acesso à Informação Pública. De acordo com Markun, até agora a divulgação do Queremos Saber foi feita via redes sociais, a partir de um tweet seu, "outros tweets e retweets e facebooks - a vida agora funciona assim".
Além do Transparência Hacker, a Open Knowledge Foundation participou da implementação do site.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

POR QUE NÃO TÍTULOS?

Telmo Weber
Volta e meia somos perguntados por que nossos pastores não se agradam dos títulos de “reverendo”, “presbítero” ou mesmo “pastor” antes de seus nomes, e por que nós mesmos, como congregação, não temos um nome, uma denominação específica para “facilitar mais as coisas”. Respondamos por partes.

Quanto aos títulos antes dos nomes o que nos leva a não adotar esta atitude é a palavra forte de Jesus em Mateus 23.7-12: “...eles (os fariseus) amam o serem chamados de mestres pelos homens. Vós, porém, não sereis chamados mestres (nem guias, nem pais), porque um só é vosso Mestre e vós todos sois irmãos”.

Em nossos dias diríamos: há os que gostam e fazem questão de serem chamados de doutor, reverendo, padre, mestre, pastor. Isto lhes dá mais importância e certo status que, em quase todos os casos, só estimula sua vaidade. Não podemos esquecer que, quando a Bíblia se refere a pastor, mestre, apóstolo, profeta, evangelista está salientando as funções que eles exercem no corpo de Cristo. Ao referir-se a alguém com estas funções, diga simplesmente como Paulo: “Paulo, apóstolo de Cristo Jesus”, ou seja, ele está se chamando pelo próprio nome, identificando-se como apóstolo (enviado) de Cristo, salientando assim sua função para o corpo. Hoje podemos dizer assim: o irmão Ismael que é pastor na congregação tal. Ou, mais simplesmente, o Ismael.

“Vós todos sois irmãos”, disse Jesus, e é assim que podemos nos tratar desde que isto não se torne também um título honorífico que nos distancie (a propósito, veja Pedro chamando Paulo de “nosso amado irmão Paulo” em 2 Pe 3.15). Deus quer que sejamos íntimos uns dos outros. Quando temos intimidade com uma pessoa amada como a tratamos? Não é chamando-a pelo próprio nome? Paulinho, vem cá! Priscila, como vai? Já pensou chamar seu marido assim: Senhor Pereira, ou sua esposa, Dona Maria, pode me dizer as horas?

É verdade que, em alguns casos, fica-nos difícil tratar com intimidade alguém que não conhecemos bem, pois parece falta de respeito. Nestes casos, diga-se como já está convencionado na sociedade: Seu José, Dona Maria, Sr. Rodrigues, Sra. Mercedes.

Quanto a nomes ou denominações de igreja não usamos simplesmente porque Jesus não usou e isto nos basta. Em tudo devemos ser simples como Ele e nosso desejo é voltar àquela simplicidade que havia na igreja do Novo Testamento. Jesus chamou seu povo pelo nome que Ele próprio deu: Igreja. “Eu edificarei a minha igreja” (Mt 16.16).

A salada mista das mais diferentes e estranhas denominações cristãs está a atestar algo que muito deve entristecer o Espírito Santo: a nossa divisão, as nossas contendas, que em muitos casos vieram trazer nomes diferentes à amada Igreja do Senhor. Os católicos, a mais antiga denominação do cristianismo, passaram a chamar-se assim desde que se consideraram igreja mundial, universal (sentido da palavra católico). Os ortodoxos porque se separaram dos católicos no mundo oriental, os protestantes porque protestaram contra os erros dos católicos e eles próprios se dividiram muitas vezes entre si, geralmente por causa de ênfases doutrinárias de seus fundadores. Os luteranos acabaram recebendo o nome de seu próprio reformador Lutero, os batistas por causa de sua ênfase no batismo de adultos, os metodistas porque viviam uma vida cheia de regras ou métodos, os pentecostais pela ênfase no que aconteceu no dia de Pentecostes, e assim a lista foi aumentando até chegar às 257 ou mais diferentes denominações que temos hoje. Alguns argumentam que não há importância se temos uma denominação desde que não tenhamos o “espírito” da denominação. Sabemos que mesmo as comunidades ou congregações sem denominação podem ter também um espírito altivo que os separa dos demais. Mas preferimos não autodenominarmos por dois motivos: porque isto contribui para confundir o mundo (atestando nossa divisão) e, principalmente, porque Jesus não deu um nome à sua igreja. É suficiente para nós sermos Igreja, “o povo chamado para fora do mundo”. O que vemos no Novo Testamento é: a igreja em Éfeso, a igreja em Roma a igreja que se reúne na casa de fulano, as igrejas dos santos, as igrejas de Cristo em vários lugares.

Se alguém, pois, te fizer aquela pergunta tão comum: de que igreja você é, responda: daquela que Jesus comprou com seu sangue. Se ele insistir um pouco mais, diga-lhe onde nos reunimos dando nosso endereço. Assim você já estará dando um belo testemunho do que é ser discípulo de Jesus e ser verdadeira e simplesmente “igreja”.

Em resumo: Deus nos ajude a, com ou sem nome, “Preservarmos a unidade do Espírito no vínculo da paz” com todo e qualquer irmão que foi lavado no sangue de Jesus e é habitado pelo Seu Espírito, declarando que Jesus é seu Salvador e Senhor. Esta é a única base, a essência de nossa unidade. Havendo isto, temos mesmo é que dar-nos as mãos e proclamar ao mundo o evangelho do Rei e do Reino, que é a única mensagem que tem poder para transformar vidas e criar um só rebanho sob a direção do supremo Pastor.

Fonte:Igreja Em Porto Alegre

A QUEM PERTENCE? Versão original atualizada


O nosso país teve três povos básicos na sua formação étnica: o português, o africano e o índio, todos sem autodeterminação; dirigidos, ou pela nobreza, diretamente de Portugal (no caso dos nobres falidos que vieram ganhar a vida no Brasil para saldar suas dívidas na Metrópole), ou pelos senhores de engenho (que subjugavam os negros e índios).

 Certamente essa visão de que o capital, o patrimônio ou mesmo o instrumento de trabalho pertence ao patrão, levou o brasileiro culturalmente, a ter pouco ou nenhum zelo pelo patrimônio público, imaginando que este não lhe pertence, mas sim ao seu “patrão-colonizador-explorador”, o Estado.

 Conhecemos expressões como: “o Estado é rico”, “não sou eu mesmo quem paga...” etc. Puro engano! Somos nós sim que pagamos, com os impostos arrecadados.

 A compreensão do que é viver em comunidade é muito tênue, nos grandes centros urbanos, onde impera o individualismo, o comodismo, o imobilismo e outros “ismos”, que têm contribuído para enfraquecer o que é comum, solapando também, o sentimento da própria solidariedade humana.

 Poucos são os cidadãos que se atrevem a cuidar de uma árvore que foi plantada em frente à sua casa, regando-a em tempo da seca. Por certo, a maioria pensa que é isso coisa para o Governo. Dada a nossa realidade, ficamos envergonhados quando em certo noticiário sobre o Japão, vimos senhoras de uma grande cidade varrendo a calçada em frente às suas casas.

 Há alguns anos atrás, ficamos atônitos ao ouvir uma entrevista na qual o Secretário da Educação do Distrito Federal, à época, afirmava que o Governo daquela Unidade da Federação gastava por ano, na reforma do mobiliário escolar depredado, o equivalente ao dispêndio com a construção de três escolas. Que tristeza!...

 Certas pessoas no poder confundem os bens públicos com os seus particulares.

 No nosso país o vocábulo “mordomia”, é empregado de modo mais usual, vinculado aos benefícios de quem, de forma e modo privilegiado, beneficia-se dos recursos públicos, em decorrência do exercício de um cargo relevante na Administração Pública. Tal conotação constitui-se desvirtuamento do significado etimológico da palavra, que é: cargo ou ofício do mordomo (administrador), e não os benefícios por ele auferidos.

 É sabido que há um princípio da Física que “a cada ação correspondente uma reação”. Lembramos que na história de alguns países do terceiro mundo, ditadores e seu bando, ao longo de gerações ou mesmo no período em que estiveram no poder, realizaram verdadeira pilhagem na economia de seus países, e, quando foram derrubados, ficaram correndo de país para país, até que a opinião pública internacional os esquecesse. Consequência: o país sempre é deixado em estado deplorável.

 A “lei de Gerson” está arraigada na mente de uma parcela expressiva dos cidadãos brasileiros, infelizmente. independentemente do nível de instrução ou econômico. Os males de nosso país carecem de serem debelados simultaneamente através das suas causas e consequências. 

A prevenção tem que andar de mãos dadas com a repressão e vice-versa. Além das medidas de prevenção existentes, seria muito bom que as crianças e adolescentes fossem ensinadas a melhor utilizar os recursos públicos, como disse o sábio Salomão: “Ensina a criança o caminho que deve andar, e mesmo quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22:6). Para que isso aconteça é necessário a introdução no currículo escolar do Fundamental ao Médio, pelo menos, de matérias que façam o educando entender que o Estado não cria recursos, mas que os arrecada dos cidadãos, administra e aplica-os, por conseguinte, os bens e recursos públicos devem ser mais preservados e melhor utilizados.

 Deveriam estar mais integrados e participarem desse processo da conscientização, órgãos diretamente envolvidos nas atividades de Controle Interno, Externo, Educação, Polícias, Ministérios Públicos e setores da sociedade civil pertinentes a tais atividades. Bom seria que a visão de bom uso, parcimônia e zelo dos recursos públicos fosse estendida, também, aos Estados, Municípios e às famílias, Brasil a fora.

 A impunidade daqueles que cometem prevaricações no exercício do cargo público e abusos contra a economia popular tem sido constante. Isso por razões das mais variadas. Classe que se encontra no poder, auto comprometida, polícia e justiça deficientes (com carência de recursos humanos e materiais, ensejando grande espaço entra a ocorrência do evento delituoso e a sentença respectiva). Divulgações estrondosas dos escândalos envolvendo o Poder público e inexpressivas propagações das sanções, quando aplicadas.

 As comunidades locais poderiam cooperar mais com as autoridades no combate a esse mal nacional, o mau uso e depredação dos bens públicos, comunicando aos pais e juizados de menores, quando os infratores forem menores, colocando os nomes dos vândalos em locais facilmente lidos pela comunidade, nos boletins do condomínio etc. O infrator deveria ser punido não só penal, patrimonial, mas ética e/ou psicologicamente.

 Certa vez a mídia mostrou uma infratora de trânsito nos Estados Unidos cumprindo uma decisão judicial, andando pela rua com uma placa que dizia: “Só uma pessoa insensata com eu poderia passar pela calçada para ultrapassar um ônibus escolar.” Que a nossa Justiça tenha respaldo legal para imporem condenações tanto a transgressores do trânsito em infrações grotescas, como àqueles que dilapidam os recursos públicos ou o depredam.

 Quanto desperdício de alimentos, bens e serviços. Estes desperdícios começam em casa, passam pela escola, trabalho e por aí a fora. Já pensaram quanta coisa colocada no lixo que poderia ser aproveitada por alguém? Por que não criar uma central de coisas usadas que ensejasse a canalização das mesmas para instituições filantrópicas ou para serem distribuídas às pessoas carentes? Dizem que o nosso lixo é considerado um dos mais ricos do mundo. Há informações veiculadas pela mídia que o país desperdiça 39 mil toneladas de alimento por dia, que daria para alimentar 19 milhões de pessoas.

 Dentro de uma sociedade justa ninguém deveria ter o direito de mal gastar mesmo, o que é seu, porque nesse bem ou serviço tem trabalho incorporado de outrem, que deveria ser respeitado e alcançar a maior amplitude social possível quanto ao uso.

 Os bens e serviços postos à disposição da população deveriam ter melhor otimização na aplicação e uso por mais uma razão simples: desses, vários possuem insumos que são retirados da natureza e jamais são reincorporados a ela. Bom seria um freio ao consumismo do descartável, a natureza agradeceria, que na verdade ela é a voz criadora de Deus Criador, descrita no livro do Gênesis.

 O homem que nunca andou mais de 200 km do local de nascimento, que no entanto os exércitos, armadas e parlamentos juntos, jamais influíram tanto na história da humanidade quanto Ele, Jesus de Nazaré, que veio ao mundo trazer soluções espirituais, materiais e sociais, deixou um exemplo excepcional do bom uso e aplicação dos bens e recursos, quando após a multiplicação dos pães e peixes, disse aos seus discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca” João 6:12.

 O consumismo inconsequente tem sido uma doença nacional. Um Estado torna-se economicamente forte na razão direta da capacidade de poupança de seus cidadãos.

 Está sendo criada uma geração embrutecida, alimentada por fantasias das novelas e do maravilhoso mundo do consumismo. Quais as medidas tomadas pela Igreja de Jesus em nosso país, dentro e fora de suas paredes, para neutralizar essa ação maligna?

 É hora da formação de uma consciência ética mais elevada, e de uma cidadania mais responsável, para construirmos uma nação justa, sólida e, por conseguinte, feliz!

 Obs.: Este artigo foi publicado originalmente nos anos noventa no Informativo da UNITEC - União Nacional do Técnicos de Controle Externo do TCU, atualmente: AUDITAR: União dos Auditores Federais de Controle Externo.

 Manoel Soares Cutrim Filho, cristão, graduado em Ciências Contábeis e em Direito pela UNB, Auditor Federal de Controle Externo do TCU - aposentado, patriota, conservador e cristão. 

E-mail: cutrim@terra.com.br 


domingo, 12 de julho de 2009

A RATOEIRA NA FAZENDA




Um rato olhando pelo buraco na parede o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo em que tipo de comida poderia ter ali. Ficou aterrorizado quando descobriu que era uma ratoeira.

Foi para o pátio da fazenda advertindo a todos: "Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa."

A galinha, que estava cacarejando e ciscando, levantou a cabeça e disse: "Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que é um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda."

O rato foi até o cordeiro e disse a ele:
 “Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira." "Desculpe-me Sr. Rato, mas nãonada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces."

O rato dirigiu-se então à vaca. Ela disse: "O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!"
Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro.

Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não viu que a ratoeira pegou a cauda de uma cobra venenosaA cobra picou a mulher.

 O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal - a galinha.

Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro matou o cordeiro.

A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo.

Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco. (Autor Desconhecido).

Para refletir: "Por acaso sou responsável por meu irmão?" Gênesis 4:9

Nesse tempo de eleições gerais no país, LEMBRE-SE: A ratoeira está armada! 

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Manoel Soares Cutrim Filho *

Como cristão faço minhas as palavras de João apóstolo, afirmando que o mundo todo está debaixo do poder do Maligno (Jo 5.19). O coração do discípulo de Cristo sabe que somos cidadãos de dois mundos, um temporário, que é aqui na terra, e outro eterno, onde viveremos para sempre, sobre o pleno Governo de Deus, sem interferências externas. Nesse Reino, não haverá mais morte, nem luto, nem pranto, nem dor, porque Ele enxugará toda a lágrima dos olhos daqueles que estarão com ele (Ap 21.4). No entanto, durante o tempo que vivermos aqui, neste mundo, além de não tirarmos os olhos daquele que estar por vir, devemos viver neste, como se habitássemos em um imóvel que daqui a certo tempo iremos nos mudar, todavia, precisamos cuidar dele para que não seja acelerada a sua deterioração, não cresça o mato no seu interior e com isso venha os insetos, roedores, animais peçonhentos, etc. e gere um caos em nossa habitação. A nossa responsabilidade como cidadão e a nossa atitude em relação à vida política do Município, do Estado e do Brasil, tem muito a ver com esse cuidado! Sobre este aspecto, desejo conversar um pouco com vocês.

A palavra Política tem sido muito desgastada ao longo do tempo. Mas, afinal de contas o que é Política? Vem do grego e significa “administrar a cidade”, a “polis”. Hoje, pode significar: administrar um condomínio, uma empresa, uma entidade de classe, partido político, o Município, o Estado, o País, etc. [1]Onde quer que estejamos, cometemos ou sofremos uma Ação Política.  Lembremos a frase de Bertold Brecht:

“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio depende das decisões políticas. O analfabeto político é tão ignorante que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e o lacaio das empresas nacionais e multinacionais”.

Em uma eleição o povo exerce a sua mais elevada expressão de cidadania, por meio do voto universal (um voto para cada eleitor) de forma secreta, só ele e a sua consciência. Com o voto universal, todos estão nivelados: ricos e pobres, homens e mulheres, religiosos e ateus, sábios e ignorantes. É um direito-dever que não pode ser negado, nem tampouco deveria qualquer cidadão se omitir.

A Ciência Política ensina que o ideal é que todos os eleitores votem. Não é aconselhável votar nulo, porque significa um ato de grosseria, uma atitude antidemocrática dizendo que não concorda com a realização do pleito. É o que defendem os anarquistas e os autoritários: “Quanto pior, melhor”.

O eleitor esclarecido não vota somente nos candidatos que parecem ter maior chance de ganhar.  Primeiro, porque o voto deve estar baseado no que os candidatos defendem e no caráter dos mesmos; segundo, porque as pesquisas de intenção de voto podem estar erradas. Um candidato não eleito, mas que teve boa votação, se fortalece para os próximos pleitos.

Uma das razões pelas quais o voto não deve ser negociado é ser ele um instrumento democrático, que leva às mudanças requeridas pela sociedade. Quem vende o seu voto não tem mais autoridade moral de cobrar uma postura correta daquele político que ajudou a elegê-lo, pois, este pagou pelo voto recebido.

Uma motivação correta é apoiar determinado candidato pelo que ele é como pessoa; seu caráter; seu passado; se governa bem a sua casa; seus negócios; se tem vocação para a vida pública; se é comprometimento com a justiça e a verdade; se é pronto para ouvir a população, visando tomar decisões favoráveis ao bem comum; se é firme na defesa de leis justas, bem como disposto em fiscalizar a aplicação dos recursos públicos.

O bom candidato não é aquele que vejo com melhor potencial de fazer algo por mim, por meus parentes ou por determinado grupo que represento”. O eleitor deve lembrar-se que um político decente procura cuidar dos interesses da coletividade, onde todos são beneficiados, não alguns.[2] 

É muito importante que o voto não seja dado aos candidatos somente porque são nossos parentes, irmãos da igreja, vizinhos, amigos, colegas de trabalho, etc., ou como uma forma de gratidão, mas aos que preenchem os requisitos acima mencionados. [3] O voto não tem preço, tem consequências.

Quando um líder eclesiástico troca apoio político por benefícios: material de construção, terrenos para templos, empregos para parentes ou membros da igreja, etc. Este líder torna-se venal, desprezível. Quem assim procede nunca poderá ter atitude profética em relação em relação a quem se vendeu, pois uma das qualidades do profeta é a isenção: “não dever nada a ninguém, a não ser o amor.

No nosso entender, um líder eclesiástico não deve fazer campanha para este ou aquele candidato, este ou aquele partido, mas ensinar qual é o perfil de um bom aspirante a um cargo eletivo, segundo os princípios antes mencionados. Os candidatos e partidos passam, mas os princípios são permanentes, daí ser melhor que esse líder, por sabedoria, não participe de campanha eleitoral em favor de candidatos ou partidos, porque se assim proceder, perde a sua imparcialidade, onde está grande parte de sua autoridade.[4]

Só vemos razão para que um líder eclesiástico se engaje em campanha eleitoral, se for para tomar uma atitude profética, denunciando e alertando o povo, contra algo frontal à Palavra de Deus, como: defesa do aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo, controle da liberdade de opinião e de crença, bem como desrespeito á propriedade privada e ao livre mercado. Tudo sistema que visa suprimir o livre arbítrio, confronta com as Sagradas Escrituras.

Os partidos políticos são transitórios, todavia, a Igreja do Senhor Jesus estará aqui até que Ele volte. Qualquer alinhamento de uma igreja a determinado candidato, partido ou ideologia, por razões meramente eleitorais, pode deixá-la à mercê de instabilidades.  Sábia é a afirmação de Ben Wong, representante da liderança mundial do Ministério Igreja em Células: “É certo que cristãos como indivíduos participem da política, mas não a Igreja como instituição. A igreja pode e deve exercer influência, mas sem forçar a nada. Jesus sempre exerceu boa influência, mas não forçava ninguém a nada. A Igreja não deve impor convicções políticas.” [5]

Jesus Cristo não constituiu a sua Igreja sob os auspícios do poder da época, nem tampouco foi um cortesão, antes procurou manter-se distante do poder de então. Ao longo da História, todas as vezes que houve essa aproximação, a Igreja perdeu a sua autoridade profética e caiu em profunda decadência.

Após as eleições, cabe ao eleitor acompanhar o mandato dos eleitos, conferindo se os mesmos estão sendo coerentes com as suas propostas de campanha e com a dignidade do cargo, apoiando ou repudiando os seus atos, de forma efetiva e pelos canais apropriados. Portanto, O VOTO NÃO TEM PREÇO, TEM CONSEQUÊNCIA!

 * Manoel Soares Cutrim Filho, graduado em Direito pela UNB, advogou por mais de vinte e cinco anos, Auditor Federal de Controle Externo do TCU – aposentado, patriota, conservador e cristão.  E - mail: cutrim@terra.com.br

Colaboração: Diana Larsan Cutrim, psicanalista clínico, mãe, dona de casa, patriota, conservadora e cristã.

[1] Manoel Soares Cutrim Filho, Eleições, Um Momento de Reflexão, O Mensageiro, julho-agosto/1994 .

[2] Paul Freston, Bíblica e Crise Brasileira, ABU Editora, 1992, 1ª Edição, p. 57.

[3] Op. cit., ABU Editora, 1992, 1ª Edição, p. 57.

[4] Decálogo do Voto Ético, da Associação Evangélica Brasileira – AEVB, item III.

[5] Jornal Carta Aberta.

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quarta-feira, 17 de junho de 2009

NOTÍCIAS MISSIONÁRIAS MOÇAMBIQUE


“Eu fui achado por aqueles que não me procuravam e apareci aos que não perguntavam por mim.” (Romanos 10. 20)
TESTEMUNHO
“…falou-me a respeito de Jesus, sendo que foi pela primeira vez na minha vida que eu ouvi falar dEle” O meu nome é Ussene, sou um jovem de 24 anos de idade, pertenço a tribo Koti do distrito de Angoche.
Nasci numa família muçulmana, desde criança o meu pai levava-me à mesquita, onde aprendi o alcorão que me ensinava a adorar Allah como deus.
Certo dia, passeando nas ruas do bairro, um dos representantes da Igreja de Cristo em Angoche chamou-me e falou-me a respeito de Jesus, sendo que foi pela primeira vez na minha vida que eu ouvi falar dEle. Ele me apresentou Jesus como único caminho para a verdade e salvação, e eu decidi seguir este Jesus. Falei ao representante da igreja que tinha muito medo da reação do meu pai quando este soubesse . Ele convidou-me para ir à igreja, assim comecei a frequentá-la às escondidas. Estava tão alegre por ter encontrado a Jesus que comecei a entoar em casa, as canções que aprendi na igreja, muito baixinho, mas os meus irmãos ouviram e foram falar ao meu pai, este quando descobriu, expulsou-me de casa e ordenou aos meus familiares que eu não poderia morar com nenhum deles.
Peguei as minhas roupas e fui para a casa do pastor que acollheu-me e deu-me todo apoio, assim vivi com ele cerca de dois (2) anos.
Perseverando no caminho do Senhor, a liderança da Igreja de Cristo trouxe-me para morar no Centro de Treinamento Missionário em Nampula. Eu tinha muita dificuldade em relacionar com as pessoas, muitas vezes fui disciplinado para mudar o comportamento, ficava triste, aprendi que o Espírito Santo poderia me mudar, Graças a Ele hoje sei me relacionar com as pessoas.
Eu tenho aprendido muito aqui na Missão Esperança, hoje estudo no 2º Ano do II Grau. Sou professor do Centro de Educação Esperança, leciono no 1º e 2º ano primário.
Gostaria de agradecer a todos que tem contribuido financeiramente e com orações pelo trabalho da Missão Esperança em Moçambique, pois como eu, há mais jovens que tem encontrado apoio aqui e tem tido a esperança de um futuro melhor!
Deus vos abençoe!
Ussene. Missionários: Kléber e Juracema Ribeiro
OFERTAS NO BRASIL Kléber e Juracema MCB-Missão Cristã do Brasil Banco do Brasil Ag. 1004-9 C/C 14. 487-8 http://br.mc332.mail.yahoo.com/mc/compose?to=Kleber%20_mz@yahoo.com.br ou http://br.mc332.mail.yahoo.com/mc/compose?to=mcbmissoes@hotmail.com Skype: juracema.ribeiro
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quarta-feira, 10 de junho de 2009

SACERDÓCIO UNIVERSAL DE TODOS OS CRENTES



Manoel Soares Cutrim Filho *
Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (I Pe 2.9).

Conforme afirma Robert Hastings Nichols, “O protestantismo luterano e o reformado concordaram no princípio central da Reforma: O Sacerdócio de todos os crentes, a possibilidade do pecador dirigir-se ao seu Deus, pessoalmente, sem intermediários, exceto Jesus Cristo”. [1]
O Sacerdócio universal de todos os crentes é um dos princípios que Deus tem mais zelo na dinâmica de Sua Igreja, ao longo dos séculos, mas parte significativa dos líderes religiosos teima em deixá-lo de lado. A inobservância de tal princípio, possivelmente, é dentre todos, o que mais tem trazido mal à Igreja do Senhor Jesus, aqui na terra. O nepotismo, a corrupção e o clericalismo, próprios da Igreja Romana Medieval, que de alguma forma ainda se manifestam nos dias atuais e a perda da visão espiritual da Igreja Cristã do primeiro século têm muito a ver com a não observância do sacerdócio universal de todos os crentes.

O Senhor rompeu, prescindiu da ordem sacerdotal segundo Arão, o sacerdócio levítico (Hb 7. 11-14). Se desejasse que Jesus tivesse nascido de um descendente de Arão certamente teria nascido em Jerusalém, onde ficava o sumo sacerdote e demais sacerdotes, seus auxiliares, mas nasceu em Belém, criou-se em Nazaré e fez sua base ministerial em Cafarnaum, que não eram a capital política tampouco econômica de Israel. Jesus nasceu como descendente de Davi, que não obstante ter sido rei, Sua origem não era nobre, mas plebéia.

Que lição, dentre outras, tiramos destes aspectos relacionados ao local de nascimento e da ascendência de Jesus? Primeiro, a Nova Igreja constituída por Deus, em Cristo, não está fundamentada em uma linhagem especial de pessoas, mas numa linhagem espiritual, dos alcançados pela graça de Deus. O Seu evangelho e a liderança de Sua Igreja são para todos os povos línguas e nações, não necessariamente para pessoas de nobre nascimento. Segundo, Ele e Seus discípulos não estavam concentrados e não exerciam as suas principais atividades na capital política e econômica de Israel (Jerusalém), da mesma forma a Sua Igreja não deve ter uma dependência exclusiva dos grandes centros urbanos, mas espalhar-se pelas vilas, aldeias e povoados.
Segundo Ilídio Burgo Lopes, há três “princípios fundamentais da Reforma, comuns a todos os ramos do Protestantismo, e que estabelecem entre eles uma profunda unidade espiritual. São os que se seguem: 1 – A salvação pela fé; 2 – a autoridade da Bíblia; 3 – O sacerdócio Universal dos crentes”. [2] A Reforma proclamou que existe um sacerdócio universal dos crentes. Evidentemente, se todos os cristãos podem receber, pela fé, a salvação e o perdão dos pecados, não estão sujeitos a ritos sacerdotais, nem dependem de uma classe ou casta especial para obter acesso a Deus. [3]

Vários movimentos inspiraram os pioneiros das Igrejas de Cristo, dentre esses movimentos estão os valdenses e os lolardos. Os valdenses tentaram restaurar aquela comunidade de servos uns dos outros que se perdera na romanização da Igreja, por meio de uma vida simples e comunal; prática da ceia, do batismo e a pregação pelos leigos. Já os lolardos, liderados por João Wycliffe, que perambularam descalços pela Grã Bretanha, procurando restaurar a autoridade única e exclusiva das Escrituras na Igreja. Além das teses de seu líder, defendiam que o povo deveria ter a Bíblia na sua própria língua e que não há distinção ente o clero e o laicato.[4] e [5]

Há uma frase muito sugestiva que vi no site da Igreja de Cristo em São Paulo liderada pelo irmão Jeff Fife, que diz: "Não reconhecemos qualquer classe especial de clérigos, mas praticamos o sacerdócio universal de todos os crentes, fazendo todos responsáveis pela propagação de boa mensagem e progresso do trabalho da Igreja" (Mt 23.8, I Pe 2.9).

Com o tempo o sacerdócio universal do povo de Deus foi alterado radicalmente pelo romanismo, substituindo-o por uma classe “sagrada”. [6] O próprio clero foi absolvido pelo Papa, nele concentrando toda a autoridade, em cujas mãos estariam as chaves do Céu. Se ele se recusar em abrir a porta, ninguém, absolutamente ninguém, poderá entrar. Tornando-se uma tirania antibíblica e antidemocrática. Merle d’Aubigné diz que “Igreja era a princípio um povo de irmãos, mas estabeleceu, em seu seio, uma monarquia absoluta”. [7] Os nossos líderes devem ser respeitados, honrados, todavia, jamais idolatrados como, infelizmente, muitos ainda o fazem.

Contra essa tirania, reagiu a Reforma, e restituiu aos fiéis o direito sagrado, conferido pelo próprio Cristo, dando pleno acesso ao trono do Altíssimo. Vicente Temudo Lessa no seu livro “Lutero”, assim se exprime: “.... que todos os cristãos, pelo batismo, pelo evangelho e pela fé, pertencem ao estado espiritual, sejam clérigos ou leigos, sendo a diferença de ofício ou função apenas. A idéia então em voga excluía os leigos do serviço da Igreja”. [8] Ocorre que a Igreja Evangélica Brasileira, não obstante ter saído da Igreja Romana, ainda não deixou Roma sair dela, no que toca à visão do sacerdócio universal de todos os crentes, muito provavelmente pela forte influência da Igreja Católica desde a colonização do Brasil até aos dias atuais. Na mente do povo, a oração do padre vale mais do que a do simples fiel da igreja, da mesma forma que a oração do bispo vale mais do que a do padre. Será que a Igreja Evangélica Nacional é diferente?

Ainda conforme Ilídio Burgo Lopes, “O Sacerdócio de todos os fiéis preconizado pela Bíblia foi reconhecido como um dos princípios fundamentais do Protestantismo. A teologia medieval colocava a mediação do padre entre Deus e o pecador” [9]. A Igreja, com a doutrina das indulgências tornava essa mediação mais cômoda, a troco de alguns ducados. O acesso direto a Deus não era permitido e o Papa, por meio de uma “bula” tinha o poder de privar uma nação inteira dos serviços religiosos. Os reformadores, baseados nos textos bíblicos, pregaram a comunhão com Deus, pela mediação somente de Cristo, a clérigos e a leigos. [10]

A prática efetiva do sacerdócio universal de todos os santos (crentes) leva cada líder e cada cristão a uma vida despojada da soberba da busca de reconhecimentos e títulos, é o que constatamos no relato de J. Lee Grady, editor da revista evangélica americana Charisma, resultante de sua visita quando entrevistou líderes do movimento clandestino da "Igreja nas Casas" da China:
“Um líder me explicou que supervisiona 5.000 igrejas numa área rural. Você é um bispo ou um apóstolo? Perguntei, tentando entender os termos que eles usam. ‘Nós não usamos títulos’, me explicou. ‘Nós simplesmente nos chamamos de irmãos e irmãs’. O Sr.Yu, que é o nome que vou usar para ele, é como o apóstolo Paulo da China. Ele viu pessoas ressuscitarem de entre os mortos, e uma vez ele viu Deus paralisando sobrenaturalmente um oficial do governo que ameaçava suspender uma reunião evangelística ao ar livre. Mas o Sr. Yu não esperava nenhum tratamento especial ao passar algum tempo comigo e com seus colegas em janeiro. Ele usava uma simples camisa de manga curta, comeu o mesmo peixe com arroz que nós comemos, e comparecia para a oração como qualquer outra pessoa, antes de cada reunião. Geralmente ele tomava seu assento no fundo da sala (grifos nosso ).

Amados, confesso que ao transcrever as citações do parágrafo anterior, chorei! Chorei de vergonha diante do nosso Deus pelo Evangelho que parte significativa da Igreja Evangélica Brasileira está pregando e vivendo. Que Deus nos proporcione um Evangelho não centrado no ser humano e nas suas mesquinhas buscas pelo “sucesso ministerial”, mas no pregar e viver um evangelho centrado na Pessoa de Cristo. Só assim podemos ter o sopro do seu Espírito Santo, como Ele tem feito em grandes avivamentos ao redor do mundo! Lembremos que o nosso Deus não divide a sua glória conosco, Suas criaturas (Is 42.8b).

Deus Tenha misericórdia de nós e nos use, para a Sua glória, como seu povo, no Brasil !
* Manoel Soares Cutrim Filho, cristão,  conservador e patriota.
 
[1] NICHOLS, Robert Hastings. História da Igreja Cristã, Casa Editora Presbiteriana, 5ª Edição revisada, 1981, p. 173.
[2] LOPES, Ilídio Burgo, A Reforma Religiosa do Século XVI, Livraria Independente Editora, 1955. p. 35.
[3] LOPES, Ilídio Burgo, op. cit., p. 41.
[4] FIFE, Thomas W. Apostila: Igreja do Novo Testamento, p. 11. 1991
[5] WILLIAMS, Terri, Cronologia da História Eclesiástica, Edições Vida Nova, p. 71.
[6] LOPES, Ilídio Burgo, op. cit., pp. 41/42.
[7] "D’Aubigné, J.H. Merle. História da Reforma do Décimo-Sexto Século. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, s.d. apud Lopes, I. B., op. cit. p. 42..
[8] LOPES, Ilídio Burgo, op. cit., p. 42.
[9] LOPES, Ilídio Burgo, op. cit., p. 42.
[10] LOPES, Ilídio Burgo, op. cit., pp. 42/43.

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