A prisão e crucificação de Jesus ocorreu nas comemorações da
festa hebraica da Páscoa (Mt 26.17), daí dizer que os cristãos também comemoram
a Páscoa (Ressureição de Jesus, após a sua crucificação e morte).
A Páscoa dos Hebreus segundo a Bíblia (Êxodo cap 12), ocorreu
com a passagem do anjo da morte
por sobre
suas casas, quando eram escravos no
Egito), sendo o povo de Israel poupado
porque passaram o sangue do cordeiro imolado sobre
as vigas superiores e as laterais das portas
de suas casas,
e quando o anjo exterminador passou por elas não
matou os primogênitos dos homens e dos animais. O mesmo não acontecendo com os
egípcios, que tiveram todos os primogênitos dos homens e dos animais mortos, inclusive
o filho do Faraó. Isso causou intenso clamor do povo egípcio, que
culminou com a decisão
do Faraó em libertar o povo
de Israel, dando início ao Êxodo para a Terra Prometida.
Enfim, a Páscoa dos cristãos originou-se da Páscoa do povo de
Israel, em função das coincidências das datas, mencionadas anteriormente. Nesta
foi necessário que um cordeiro morresse para proteger o povo de ter os seus
primogênitos mortos. Na Páscoa cristã, Jesus morreu pelos pecados (tudo aquilo
que fazia e faz separação entre Deus e os seres humanos, por causa da independência
destes, em relação a Deus).
Como associaram o coelho e os ovos de páscoa,
com as festividades da Páscoa?
Vamos até a Idade Média e lembrar dos antigos povos pagãos europeus que, no
início da primavera, homenageavam Ostera ou Esther. Em inglês Easter quer dizer Páscoa. Ostera ou
Ostara é a deusa da Primavera, que segurava um
ovo em
sua mão
e observava coelhos, símbolo da fertilidade, pulando alegremente
em redor
de seus pés desnudos. A deusa e o ovo que carregava
são símbolos
da chegada de uma nova
vida. Nesta imagem
há a conjunção de três
símbolos (a mulher,
o ovo e o coelho)
que reforçavam o ideal
de fertilidade comemorado entre os pagãos.
A entrada destes símbolos para o conjunto de festividades
cristãs aconteceu com a organização do Concilio de Niceia,
em 325 d.C. Neste período,
os clérigos tinham a expressa preocupação
de ampliar o número de fiéis por
meio da adaptação
de algumas antigas tradições e símbolos religiosos
dos antigos povos europeus, ao calendário católico romano. A partir
de então, passou-se a observar a pintura de vários
ovos com
imagens de Jesus
Cristo e sua
mãe.
No auge do período medieval, nobres e reis
de condição mais
abastadas costumavam comemorar a Páscoa presenteando os seus, com
o uso de ovos
feitos de ouro
e cravejados de pedras preciosas.
Como Surgiu o ovo de páscoa feito de chocolate como conhecemos hoje?
Para que isso acontecesse foi preciso que o Continente
Americano fosse descoberto, pois o chocolate produzido do cacau, fruto originário
das florestas tropicais americanas. O pé de cacau até hoje é encontrado em
estado selvagem do México até o Peru: http://www.ceplac.gov.br/radar/radar_cacau.htm
O certo que a Festa da Páscoa passou a ser associada com ovos
de chocolate, assim como o Natal com o Palpai Noel, impulsionados com as fortes campanhas comerciais. Um bom entendedor logo percebe que essas figuras não
existiam nas comemorações dos apóstolos e dos cristãos, do primeiro século
depois de Cristo, considerados como padrões, para todos os segmentos da
cristandade. São na realidade, FIGURAS IMPOSTORAS.
A Páscoa devemos comemorar sim, associando à morte e
ressurreição do Cristo, como o Cordeiro Pascal (como acontece até hoje nas
comemorações do povo hebreu, que comem um cordeiro no período da Páscoa). Jesus
é o nosso Cordeiro Pascal, imolado para reconciliar Deus Criador, com a sua
criatura, nós seres humanos. Ele não teve nenhum osso quebrado, para cumprir a
profecia (Num 9.12; Sl 3420; Jo19.36).
Ele ressuscitou e está vivo, como é dito pelo Credo Apostólico.
Oração e Profissão de Fé que menciona as principais doutrinas ensinadas por
Cristo e Seus apóstolos: "... foi crucificado, morto e sepultado; ao terceiro
dia ressurgiu dos mortos; subiu ao Céu e está à direita de Deus Pai,
Todo-Poderoso, de onde há de vir, para julgar os vivos e os mortos".
Por causa da ressurreição,
temos esperança. Por
causa da ressurreição
de Jesus, todo
homem e mulher,
que morreu em
Cristo, sob o Seu Governo e Direção,
ressuscitará da morte. Jesus mesmo disse: "Eu sou a ressurreição e a vida.
Quem crê em
mim, ainda
que morra,
viverá". (Jo 11.25)
Por isso que os
cristãos na celebração da Ceia do Senhor comem o pão e bebem do cálice, para
lembrarem a morte e ressurreição do Cristo, até que Ele volte, como prometeu. O Pão representa o Corpo de Cristo, que é a Sua Igreja, aqui na terra. O Cálice
representa o Sangue do Cordeiro (Jesus) derramado na Cruz, com o qual resgatou "para Deus, os que
procedem de toda tribo,
língua, povo
e nação" (Ap. 5.9). Aleluia!
Um feliz Domingo de Páscoa, e que o Cordeiro Pascal governe sobre
a sua vida!
Manoel Soares Cutrim Filho, Discípulo de Cristo.
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Esta é a minha
reflexão da Páscoa, que divido com você!