segunda-feira, 11 de maio de 2015

DESCONSTRUINDO FACHIN – CUIDADO, SENADORES!


Resumo de um importante e oportuno artigo do Reinaldo Azevedo.


11/05/2015 às 7:55
Em vídeos, candidato ao STF tenta negar seu pensamento e sua militância. Cabe a pergunta: enganava antes ou agora? O adversário da propriedade privada e da família se diz difamado. Eu provo que não!

Fachin capa 2

Pois é… Luiz Edson Fachin tem o direito de pleitear uma vaga no Supremo Tribunal Federal. E as pessoas responsáveis, MUITO ESPECIALMENTE OS SENADORES, têm o direito de saber o que ele pensa. O doutor resolveu lançar quatro vídeos no Facebook em que tenta tratar como mero “boato” e atribuições indevidas coisas que são de sua lavra e que levam a sua assinatura, das quais ele nunca abdicou. A página se chama “FachinSim”, lançada por um grupo coordenado por seu genro, o também professor de direito Marcos Rocha Gonçalves. Que coisa! Uma cadeira no Supremo é agora disputada em confrontos de vagas de opinião nas redes sociais. Essa simples iniciativa deveria levar o Senado Federal a pensar. Será mesmo esse o caminho?


A propriedade privada
Nos vídeos, Fachin responde a quatro perguntas. Uma delas é esta: “Alguns falam que Fachin é contra a propriedade privada. Vou perder minha terra?” O advogado, claro!, nega. E diz que a propriedade é “um direito fundamental ...

Isso é o que ele diz no vídeo. Agora vamos ver o que ele escreveu:

“O instituto da propriedade foi e continuará sendo ponto nevrálgico das discussões sobre as questões fundamentais do País. ... “Aqueles imóveis que estiverem produzindo (…) estariam sujeitos à desapropriação por interesse social para fins de reforma agrária”. A íntegra de seu artigo está aqui, entre as páginas 302 e 309. Ah, sim: para Fachin, proprietários rurais são “espíritos caiados pelo ódio e pela violência”.

Quando o Supremo estiver discutindo questões que envolvam sem-terra, quilombolas, áreas indígenas, qual Fachin vai prevalecer?

A família
Outro vídeo procura responder se Fachin é mesmo “contra a formação tradicional da família” e a favor da poligamia. Por tudo o que escreveu e apoiou, ele é, sim! Mas, agora, no Face, diz que não. E isso não é bonito. O advogado escreveu o prefácio de um livro em que flerta abertamente com a poligamia (leia aqui) e em que a família tradicional é tratada como “jugo”.

É impressionante este senhor tentar negar o óbvio. Na IV Jornada de Direito Civil em Brasília, ele propôs o conceito de “famílias simultâneas” (os direitos de amante), que acabou recusado

Vocês pensam que ele se conformou? Em 2013, há menos de dois anos, ele voltou à carga, ... leiam:

Enunciado 2
“É juridicamente possível a configuração de famílias simultâneas, ...

Doutor, o senhor fez ou não fez essas propostas há menos de dois anos? Quer dizer que, no Supremo, terá ideias diferentes? Ou pretende mudar de convicção só para conseguir o cargo? Se for assim, convenha: não o merece.

Fim do casamento
“Mostrar que o casamento tal qual foi emoldurado, como um contrato, não tem mais lugar no Direito de Família contemporâneo. Foi com esse foco que o jurista Luiz Edson Fachin, diretor nacional do IBDFAM, conduziu sua palestra no último dia 22, durante o IX Congresso Brasileiro de Direito de Família, em Araxá/MG.

O texto então redigido por sua assessoria está aqui. Fachin diz estar sendo vítima de campanha de difamação. É mesmo?

Oh, ele pode ser quase poético ao tratar do assunto. Leiam o que disse no encontro, com suas próprias palavras:
“Esse modelo de contrato [de casamento] morreu... Morto o velho nasce um novo ... o modelo clássico do casamento não mais incorporava, portanto, falar da morte do casamento a rigor significa propalar a renovação do casamento como uma das possibilidades de expressão do afeto, ...

Agora, num dos vídeos, ele diz o contrário:
“A estrutura da família brasileira é uma estrutura monogâmica, e qualquer interpretação que tenha sido feita de algo que possa ter vindo de algum debate acadêmico é uma compreensão equivocada, não corresponde ao meu ponto de vista. Eu tenho entendido que família é basicamente uma comunhão de vida ... a união ... não apenas como um contrato formal, mas como um projeto de vida que se explica numa história a quatro mãos”.

Dizer o quê? VERGONHA ALHEIA, DOUTOR!

E o doutor vem dizer que não flerta com a poligamia e com o fim da família tradicional? Vamos ser claros? Flerte não há! Trata-se de adesão mesmo às duas causas.

Para encerrar esse capítulo, lembro que o IBDFAM de Fachin fez as seguintes propostas, contidas no PLS 470/2013 — SIM, 2013 —, o que define o Estatuto da Família (íntegra):
a) Ampliação das entidades familiares, com inclusão das relações extraconjugais; (Uma pessoa poder viver vínculos com mais de um cônjuge ou companheiro, no fundo é defender a poligamia – comentário do titular deste blog);
b) família pluriparental;
c) multiparentalidade;
d) presunção de paternidade (A mãe pode registrar o filho com o nome de determinado homem, e este paga a pensão de imediato, mesmo que recorra ao Judiciário para negar a paternidade. Enquanto não ficar definido na Justiça, o suposto pai continua pagando a pensão – comentário do titular deste blog).

Doutor Fachin tem duas saídas: dizer que estava equivocado em todas essas teses até o ano retrasado e que agora mudou de ideia. E os senadores avaliarão a sua seriedade. Ou dizer que pensa isso e quer chegar ao Supremo mesmo assim. SÓ NÃO PODE TENTAR ENGANAR OS SENADORES E SILENCIAR OS SEUS CRÍTICOS COM VIDEOZINHOS NA INTERNET QUE DESMENTEM SEUS TEXTOS E SUA MILITÂNCIA.

A dupla militância ilegal
Finalmente, ele tenta negar que tenha exercido ilegalmente a dupla militância, isto é: atuou como advogado privado e como procurador do Estado. (É uma questão legal e ética, que ele como procurador do Estado do Paraná exercia advocacia em um escritório particular. Está nublado se ele podia ou não exercer essa dupla função. Caso não pudesse vai ao encontro de que uma das qualidades de um candidato a Ministro do STF é ter uma reputação ilibada, ou seja, sem mancha – comentário do titular deste blog).

Concluo
Até ontem, eu achava que Fachin não poderia ser ministro do Supremo por três motivos:
a: porque acho que alimenta verdadeiro ódio à propriedade privada e aos produtores rurais;
b: porque é um adversário explícito da organização familiar como o mundo democrático a conhece;
c: porque exerceu ilegalmente a dupla militância profissional: advogado e procurador do Estado.

Agora, eu tenho um quarto motivo, tão ou mais grave dos que os outros:
d) acho que ele está querendo nos enganar e nos engabelar.

Agora, com uma vaga do Supremo pela frente, tenta esconder do Senado o que pensa e apostar na confusão. Vai cair na conversa quem quiser...

De resto, o Supremo é coisa séria demais para virar motivo de guerrinha no Facebook, disputa, convenham, que fica melhor quando protagonizada pela molecada...

Fachin tem de ter o destemor de assumir seu pensamento. Ele tem o direito de ser contra a propriedade privada, contra a família e contra o ordenamento jurídico. Não pode é tentar enganar os senadores e os demais brasileiros.


sábado, 9 de maio de 2015

"Mães más"


O Dr. Carlos Hecktheuer, médico psiquiatra, publicou uma interessante reflexão, que transcrevo aqui para os pais e filhos: 

Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes: Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
Eu os amei o suficiente para fazê-los pagar as balas que tiraram do supermercado ou as revistas do jornaleiro, e fazê-los dizer ao dono: “Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar”.
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé, junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto; tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
Eu os amei o suficiente para deixá-los assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes “não”, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em certos momentos, até odiaram).
Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci! Porque, no final, vocês venceram também! E qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:
Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo…
Assista: O maravilhoso dom da maternidade
As outras crianças comiam doces no café, mas nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas.
As outras crianças bebiam refrigerante, comiam batatas fritas e tomavam sorvete no almoço, mas nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.
Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (ligava para o nosso celular de madrugada) e “fuçava” nossos e-mails. Era quase uma prisão!
Mamãe tinha de saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.
Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela “violava as leis do trabalho infantil”, pois tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todos esses trabalhos que achávamos cruéis. Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer no outro dia.
Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos.
A nossa vida era mesmo chata. Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer. E, enquanto todos podiam voltar tarde, à noite, tendo apenas 12 anos, tivemos de esperar até os 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata ainda se levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência: nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. FOI TUDO POR CAUSA DELA!
Agora, que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos “pais maus”, como minha mãe foi.
Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje: omissão. Falta de amor!
(Extraído do livro “Educar pela conquista e pela fé”)

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Padre Paulo Ricardo - A Igreja e o desarmamento. Somos pacíficos e não "pacifistas".

Resumo sobre as declarações do Padre Paulo Ricardo acerca do desarmamento.

As armas ilegais 99,9% estão nas mãos dos bandidos. O plebiscito é para tirar as armas legais.

É evidente que a Igreja é contra a violência, contra o homicídio, é contra a injustiça, mas os cristãos são pacíficos, mas não pacifistas. Pacífico sim, porque nós buscamos a paz, mas não somos pacifistas, porque somos capazes de lutar. O religioso menciona a LEGÍTIMA DEFESA, não somente como um direito, mas como um dever.

Você se quiser pode dar a sua vida diante do ladrão por não reagir, mas diante da Legítima Defesa da Vida de Outros, você não tem o direito de ser covarde.

Nós temos 50.000 assassinatos por ano, no nosso país. Duas guerras do Iraque acontecem por ano, em nosso país, ou seja, por semestre acontece uma guerra do Iraque, no Brasil, no entanto, isso não está nas manchetes dos nossos telejornais, dos nossos jornais.

Existe algo muito, muito errado com a sociedade brasileira. Nós temos sim, um crime organizadíssimo no nosso país. Nós não estamos no mundo de Alice no País das Maravilhas, nós não estamos no mundo de Poliana, onde tudo é cor de rosa. Você pode continuar pintando o mundo de cor de rosa. Acontece que os bandidos continuarão tingindo esse mundo com o vermelho do sangue dos inocentes.

A pergunta não é se eu sou a favor da paz. Ora! Não seja ridículo! A pergunta é, diante dessa sociedade injusta e diante dessa sociedade que gera máquinas mortíferas do crime organizado, quem é que vai nos defender? Somente a Polícia, o Exército, os seguranças que estão cadastrados? Ou o cidadão comum pode ter armas em casa? Agora, a decisão é sua! O que você acha que funciona mais, as coisas estejam nas mãos de quem é profissional, ou o cidadão, legitimamente treinado, porque foi lá e fez um curso porque aprendeu a disparar armas. Legitimamente cadastrado. Esse cidadão pode ou não pode ter armas em sua casa? Esta é a pergunta que está atrás da campanha do desarmamento!

Você vai usar a inteligência e vai decidir!

Eu posso ser perfeitamente contra o fato de se ter armas! Eu não quero ter armas, mas eu posso também dizer: porém, eu quero ter o direito de tê-la. Por quê? Porque eu não quero que o bandido pense que eu não tenho armas.

Havendo interesse pode assistir o vídeo de 24’34”, a seguir:



Você também poderá ler e assistir sobre o assunto:
- O desarmamento como estratégia de poder da esquerda totalitária
Um conteúdo muito oportuno para aqueles que desejam um estado que prima pela liberdade dos cidadãos de bem.
- Com um fuzil atrás de cada árvore
- Existe correlação entre o uso de armas de brinquedo e o aumento da violência?
- Existe correlação entre o uso de armas de brinquedo e o aumento da violência?
- ONG Viva Rio quer desarmar inocentes enaltecendo Che Guevara
- Legítima defesa com armas não é um mito

quinta-feira, 30 de abril de 2015

“MARCHA PELA LIBERDADE” SAIU DA CIDADE DE S. PAULO HÁ UMA SEMANA, RUMO A BRASÍLIA !

Vejam esta foto.















Integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) deram início, há uma semana, a uma marcha rumo a Brasília. A pauta dos caminhantes conta com dez reivindicações. A primeira é o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Clique aqui para ler a íntegra do manifesto da “Marcha Pela Liberdade”.
 O MBL e outros movimentos que apoiam a marcha marcaram para o dia 27 de maio, em Brasília, uma manifestação em favor do impeachment.
 Kim Kataguiri, um dos coordenadores do MBL, enviou ao blog, na noite desta quarta, o seguinte relato.
*
Saímos da Praça Panamericana na sexta-feira passada, ao meio dia. Vinte e três pessoas se comprometeram a nos acompanhar de São Paulo a Brasília, numa caminhada de mais de mil quilômetros, que deve durar 33 dias. Estamos no fim do sexto dia. Andamos cerca de 160 km, e, apesar do cansaço, das dores e das doenças, o pessoal está muito animado.
Fomos recebidos muito bem nas mais de 10 cidades do interior de São Paulo pelas quais passamos. Em todas elas, ofereceram-nos lugar para dormir, café da manhã, almoço e jantar. Quando agradecemos a ajuda, as pessoas dizem que gostariam de colaborar ainda mais e se mostram gratas, com bastante convicção, pelo nosso esforço.
É notável também o apoio dos caminhoneiros. Quase todos que nos veem andando pelas rodovias buzinam e gritam palavras de apoio. Quando discursamos nas praças, as pessoas param para nos ouvir e nos aplaudem a cada frase.
Em todas as cidades nas quais paramos, convocamos a população a estar em Brasília no dia 27 de maio. Até agora, unidades do MBL país afora já confirmaram a ida à capital federal de 197 ônibus. Outros grupos, como o Revoltados Online e o Vem Pra Rua, já estão demonstrando seu apoio, seja dando suporte para a marcha, seja organizando caravanas para o grande ato do dia 27, em Brasília.
Entre bolhas, gripes e pés torcidos, encontramos motivação no apoio da população. Temos a certeza de que, se pudessem, muitos milhões estariam caminhando conosco.
Por Reinaldo Azevedo

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/tag/movimento-brasil-livre/

domingo, 26 de abril de 2015

GRAÇA! FAVOR IMERECIDO?


Foi uma das melhores explicações sobre a Graça de Deus que já tomei conhecimento. Há muito engano no ensino e na compreensão sobre a Maravilhosa Graça de Deus. Muitos comentaristas cristãos levam a graça somente para o lado da existência da vida, mas ela é de alguma forma, mais do que isso. Ela transcende a esta vida! Vejamos o que Paulo Júnior, do Ministério Sal da Terra, Goiânia –GO, fala a respeito.
A graça é a comunicação do amor de Deus. Eu passei a ter fé, à medida que o amor de Deus foi comunicado. Graça sendo compreendida tecnicamente como favor imerecido ela pode ser exatamente do tamanha da minha necessidade. Eu tinha um determinado problema e Jesus como meu salvador veio e resolveu meu problema. Não é bem isso que é graça porque senão eu tou compreendendo a graça fora do seu propósito. Eu estou compreendendo a graça apenas pelo aspecto de sua utilidade. A graça é graça porque Ele me fez algum favor. (36:08)
A Bíblia diz que todas as coisas subsistem em Cristo, logo o diabo para existir depende de Cristo: “Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste (Cl 1.17). O diabo depende de Cristo para existir, mas não faz por merecer. Ele tá existindo de favor. Ele tá recebendo um favor que não merece, então isso é graça. O diabo tá salvo pela graça? Claro que não! Mil vezes não. Graça não é favor imerecido no sentido de manter a nossa existência. Graça é o favor imerecido no sentido de Deus ter comunicado a nós a sua natureza. Deus comunicou a nós a sua natureza amorosa. De modo que agora nós podemos amar tanto quanto Deus ama. A graça comunga da vida de Deus a sermos testemunhas, sermos manifestantes, encarnarmos e tornamos visível essa natureza.  Eu vivo como alguém que comunga a natureza de Deus, não como alguém que pretende um favor de Deus. Eu fui transformado em alguém semelhante a Deus, pela Graça. Eu penso como alguém que comunga a natureza de Deus, não como alguém que pretende a natureza de Deus. De modo que agora a natureza de Deus está em mim. Eu sou filho de Deus e Deus habita em mim.
O pior pecado do homem não é quando ele está fazendo alguma coisa errada, mas quando finalmente acha que porque está fazendo a coisa certa ele vai ser merecedor de alguma coisa. Repetindo: Porque ele fez a coisa certa, ele acha que adquiriu direito sobre Deus.
Fonte: Palavra repartida por Paulo Júnior, no Retiro de Verão, em fev/15, em Vitória – ES.
P.S.: Todos os seres humanos, de uma forma ou de outra, dependem da graça de Deus para subsistir (alimentar-se, respirar, movimentar-se, usufruir da natureza, etc.): ateus e não ateus; sábios e ignorantes; ricos e pobres, etc. A Graça de Deus quando nos leva a um sentimento de gratidão, dependência dEle e frutificação para o Seu Reino, é algo maravilhoso, no entanto, quando nos leva a acharmos que somos predestinados para sermos salvos, é algo enganoso e perigoso, porque vamos na direção de “uma vez salvos, sempre salvos”.
Somente o crente, salvo, pode apostatar! O ímpio, ou seja, o infiel, não tem do que se desviar, mas o salvo tem: Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios. ” (1 Tm 4.1).
 “Aquele, pois, que pensa estar em pé, olhe para que não caia” (1 Coríntios 10:12)
"Se continuarmos a pecar deliberadamente depois que recebemos o conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados, mas tão-somente uma terrível expectativa de juízo e de fogo intenso que consumirá os inimigos de Deus. ". (Hebreus 10,26-27)
“Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt 24:13)

Obs.: Tudo o que está em azul foi acrescido pelo titular deste blog.
Manoel Soares Cutrim Filho, Discípulo de Cristo em Caldas Novas – GO. E-mail: cutrim@terra.com.br

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Denúncia no Plenário do Senado efetuada pelo Sen. Ronaldo Caiado, acerca das reais intenções do PT



RESUMO DO DISCURSO


Com os baixos índices de popularidade da Presidente Dilma, estamos vivendo um PARLAMENTARISMO JABUTICABA, que só existe no Brasil:
Onde a área econômica é entregue ao sistema financeiro, que eles (PT), tanto criticavam.
Onde a Política de Governo é entregue ao Vice-Presidente da República, que ontem mesmo, em uma entrevista em Portugal dizia quais seriam os projetos, os planos, as metas, o acordo fiscal, ... até opinando como deve se comportar a oposição: “Um fato inédito, risos...”.
A presidente da República, sem dúvida nenhuma, enclausurada, apenas com aquelas obrigações de Chefe de Estado: recebendo as credenciais dos embaixadores e às vezes, assinando algumas Medidas Provisórias que vêm para o Congresso Nacional.
Diante desse quadro no momento, em vez do PT estar sendo tomando de um gesto de humildade, um gesto de respeito, ao Sistema Democrático Brasileiro, com Atitudes Republicanas que se exige nessa hora, de ter a capacidade de pisar na vaidade e de buscar cada vez mais o apoio da população brasileira, mas o que nós assistimos são gestos e ações afrontosas, como a que vimos no dia 21 de abril, onde o Governador do Estado de Minas Gerais, Fernando Pimentel, concede ao Stédile, uma comenda que é a mais alta comenda do Governo Mineiro, que é uma honraria a Tiradentes, uma homenagem criada por Juscelino Kubitschek, desde 1952, para poder reconhecer pessoas que com atos e gestos que contribuem para o crescimento do Brasil, (Sabemos que não é o caso do Stédile, que é um apoiador da sanguinária ditadura venezuelana. Este comentário é do titular deste blog).
Stédile disse que caso o Congresso Nacional autorizar o processo e o Senado poder Julgar a Presidente da República, ele convocada as forças da América Latina para invadir o Brasil. O que nós assistimos foi esse cidadão fomentar a invasão de várias áreas produtivas do país, porque ele não concorda com o tamanho da propriedade, mesmo ela sendo produtiva. Ele tem o poder de achar que o que ele pensa e o que ele defende, independente das leis vigente e da Constituição Brasileira, ele é a maior figura. Ele está acima do Supremo.... Ele se acha no direito de mandar as mulheres invadirem áreas de pesquisa, destruindo tudo que ali foi montado... um cidadão tão antiquado que se volta contra a pesquisa de produtividade.
O documento contendo as teses que serão defendidas no Congresso do PT que ocorrerá em Salvador, do dia 11 a 13 de junho de 2015, com o Tema: Um partido para tempos de guerra. Menciona alguns pontos:
1 – Demitir os ministros capitalistas.
2 – Romper com os partidos do capital.
3 – Construir um governo apoiado nas organizações populares, na CUT, no MST, entre outras. (Um modelo bolivariano de poder! Comentário do Senador Ronaldo Caiado)
4 – Enviar ao Congresso Nacional um orçamento que rompa com as dívidas internas e externas, em outras palavras, dar um calote nos credores. Coisas inconcebíveis no mundo globalizado, comentário do Senador que fez o discurso em consideração.
5 – Estatizar a Rede Globo e abri-la aos movimentos sociais. É o que vimos na Venezuela.
6 – Cessar imediatamente qualquer repressão policial, judicial e criminalização dos movimentos sociais. O PT quer criar uma casta com a CUT e o MST. O Stélide já foi nomeado pelo ex-Presidente Lula, como general desse exército. O nosso Exército é o Exército de Duque de Caxias. O exército do PT é o exército Stédile, o Exército do MST.
7 – Reestatização das empresas e serviços públicos privatizados.
8 – Exigir publicamente e combater pelo impeachment os Ministros do Supremo Tribunal Federal que votaram na farsa do Mensalão.
9 – Liberdade imediata e anulação da sentença dos dirigentes do PT.
Para eles (o PT), o partido está acima de tudo. O Brasil é secundário. O importante é o projeto bolivariano para poder fazer com o nosso país o que fizeram com a Venezuela e a Argentina. Sem dúvida alguma, a origem de tudo isso é o famoso Foro de São Paulo, este é quem deu as diretrizes para eles agissem dessa maneira.
O Senador ainda comenta:
Eles usam o Dinheiro do BNDES, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal para financiar ações principalmente nesses países da América Latina, interferindo no processo eleitoral, por isso precisamos de reagir duramente e mostrar que o Brasil não vai para o bolivarianismo; que o Brasil vai respeitar a sua Constituição. E a Constituição Brasileira garante no seu artigo primeiro a relação social do trabalho com a livre iniciativa. Este é o Regime Brasileiro e não o socialismo bolivariano, que querem trazer para o Brasil. Muito obrigado!
Quem se interessar assistir o discurso há um vídeo de 20’14”. É só dar play no botão a seguir:


quarta-feira, 22 de abril de 2015

O DESARMAMENTO COMO ESTRATÉGIA DE PODER DA ESQUERDA TOTALITÁRIA

16/04/2015
 às 23:01 \ IntervencionismoLegislação
 Fiz um resumo do conteúdo.

Meus amigos Flavio Quintela e Bene Barbosa me deram de presente durante o Fórum da Liberdade seu novo livro Mentiram para mim sobre o desarmamento, uma espécie de sequência escrita agora a quatro mãos do anterior Mentiram (e muito) para mim, que tive a honra de escrever a orelha. O livro novo é um fulminante ataque aos principais argumentos, ou melhor, às falácias disseminadas pelos defensores do desarmamento civil. Não fica pedra sobre pedra.
O prefácio também merece menção, pois o coronel Jairo Paes de Lira demonstra grande poder de síntese, exortando, ao final, os leitores “a estudar a obra e a utilizar esse arsenal intelectual no renhido combate em que todos temos o dever de engajar-nos por nossa causa comum, que é de uma Pátria livre dos grilhões da covardia, onde cada brasileiro seja dotado de disposição e de meios materiais para exercer a autodefesa, direito natural de todas as gentes”.

Cada capítulo refuta uma típica falácia dos desarmamentistas, tão repetidas pela grande imprensa e pelas ONGs endinheiradas que recebem verbas inclusive do exterior. O uso de meias verdades ou estatísticas distorcidas e espúrias gera um efeito ainda mais perverso, pois uma grande mentira acaba sendo contada para a população de forma mais convincente. Mas a tática é exposta pelos autores e desnuda os mentirosos e suas manipulações. 
O aspecto histórico é trazido à baila também, mostrando como todos os tiranos tentaram desarmar a população, não, obviamente, por alguma preocupação com seu bem-estar, mas sim para facilitar a conquista do poder e impedir qualquer resistência. Se Mao e Lenin não desejavam uma população armada, os “pais fundadores” dos Estados Unidos julgavam o direito de ter e portar armas algo inalienável. O tempo mostrou quem realmente lutava pela paz e liberdade.
A visão paternalista de esquerda, que transforma o estado num pai benevolente, é fortemente atacada pelos autores, que reforçam a importância da responsabilidade individual. A própria mentalidade que transforma a arma – um objeto inanimado – no vilão, muitas vezes tratada como a autora do crime, mostra como esses “intelectuais” de esquerda perderam contato com a realidade. Arma não mata; quem mata é o homem. Uma obviedade bastante ignorada.
Quem defende o desarmamento tenta argumentar que a existência de mais armas legais acaba fomentando a violência e o crime. Nada mais falso. Se a afirmação fosse verdadeira, o Brasil seria um oásis pacífico, pois possui, desde 2004, um dos modelos mais restritivos para posse de arma. Já a Suíça ou mesmo os Estados Unidos seriam um faroeste caboclo, e não países com baixíssimos ou baixos índices de criminalidade.
A ideia de que as armas usadas pelos criminosos vêm dos cidadãos de bem também não se sustenta em fatos, como mostram os autores. A imensa maioria vem do mercado negro mesmo. O desarmamento, portanto, atinge somente o cidadão ordeiro, cumpridor das leis. E a garantia de que ele estará desarmado é, claro, um estímulo e tanto para os marginais, que temem mais a reação da potencial vítima, que se estiver armada poderá matá-los em legítima defesa, do que a própria polícia, que precisa ler seus direitos e prendê-los.
Acidentes envolvendo crianças é uma grande preocupação dos desarmamentistas – e de todos, na verdade, mas é outro mito derrubado pelos autores, que mostram como esse tipo de acidente é quase insignificante nas causas de mortes infantis. Acidente de carro, afogamento e sufocamento são muito mais relevantes.
Uma arma de fogo nivela forças desproporcionais, o que favorece a chance de defesa dos mais fracos, como as mulheres, os idosos ou o indivíduo contra um grupo. Ao retirar esse instrumento dessas pessoas, o estado as torna mais vulneráveis. O livro mostra como milhões de vidas poderiam ser salvas – e são, onde há mais liberdade para ter armas – pelo fator defensivo das armas, e seu poder de dissuasão. Eis algo totalmente ignorado pelos desarmamentistas.
Enfim, trata-se de uma leitura obrigatória não só para quem se interessa pelo assunto, mas também por quem se interessa pela manutenção ou busca das liberdades em geral. O que fica claro é que o desarmamento é uma forma de controle social com uma agenda oculta por trás das nobres aparências. É uma medida típica da esquerda totalitária, que nunca aceitou conviver com a liberdade de escolha dos indivíduos. Cabe a todo cidadão decente lutar pela preservação de tão básico direito, mesmo que escolha não fazer uso dele. Os outros devem ser livres para escolher diferente, e tal escolha acaba gerando mais segurança, não menos.
PS: Onde vou morar nos próximos anos o índice de homicídios é baixíssimo, menos de um décimo do carioca. E muito mais gente tem arma por lá. Sinto-me mais seguro assim, do que sendo obrigado a confiar somente na polícia para conter os criminosos, que jamais se sensibilizam com os “argumentos” dos pacifistas desarmamentistas.
Rodrigo Constantino
Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/legislacao/o-desarmamento-como-estrategia-de-poder-da-esquerda-totalitaria/

Você também poderá ler e/ou  assistir sobre o assunto:

- Padre Paulo Ricardo - A Igreja e o desarmamento. Somos pacíficos e não "pacifistas".
Devo ser pelo desarmamento? As pessoas têm o direito de ter amas?
 Veja o que diz o Padre Paulo Ricardo.
25.05.15
Clubes de Tiros – Matéria Esclarecedora
- Com um fuzil atrás de cada árvore
- Existe correlação entre o uso de armas de brinquedo e o aumento da violência?
- Desarmar a População de Bem é do Interesse dos Governos Autoritários, em Todo o Mundo!
- Existe correlação entre o uso de armas de brinquedo e o aumento da violência?
- ONG Viva Rio quer desarmar inocentes enaltecendo Che Guevara
- Sobrevivente de Hitler Condena o Controle das Armas - Katie Worthman
- Legítima defesa com armas não é um mito
- Dois Dedos de Prosa com Rachel Sheherazade
A conhecida repórter faz colocações muito interessantes para a cidadania!

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Preços de Carros e Produtos no Brasil, uma Vergonha!

Por que Carros e Produtos custam mais caros no Brasil?
Assista o vídeo de 3'51", a seguir:


Você também pode ler:
LUCRO BRASIL: revista FORBES diz que o preço de carros no Brasil é "RIDÍCULO"

Ministério Público Federal quer saber porque o Carro é bem mais caro no Brasil

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Decisão inédita coloca jovem que estudou em casa, na faculdade

MATEUS LUIZ DE SOUZA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
13/04/201502h00

Após quatro anos, Lorena Dias, 17, voltará a ter colegas de classe. De 2011 a 2014, ela estudou em casa, com os pais no lugar dos professores. Agora, acaba de se matricular na faculdade graças a uma vitória na Justiça.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com sede em Brasília, concedeu liminar favorável à jovem para que ela obtenha o certificado de conclusão de ensino médio.
O IFB (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia) e o Inep (instituto ligado ao MEC), que emitem o documento, ainda podem recorrer.

Trata-se de decisão inédita no país, segundo Alexandre Magno, diretor jurídico da Aned (Associação Nacional de Educação Domiciliar).
No final do ano passado, Lorena foi aprovada em jornalismo em Brasília, onde mora. Para ingressar no curso, prestou o Enem.
Desde 2012 o Ministério da Educação permite que o desempenho na prova seja utilizado como certificado. Lorena tirou a pontuação necessária, mas foi impedida de obtê-lo por ser menor de idade, um dos requisitos. Foi então que ela entrou na Justiça.
A jovem frequenta as aulas desde de março. Ela relata não ter problemas de sociabilidade por causa da educação domiciliar – uma crítica comum de especialistas a essa forma de ensino. "Fui eleita a representante da turma já na primeira semana", diz.
Lorena saiu da escola porque, segundo ela, sofria bullying e os pais estavam preocupados com as greves e a presença de drogas no colégio em que estava matriculada, em Contagem (MG).
Ao menos 2.000 famílias praticam ensino domiciliar, segundo a Aned. Ao contrário dos Estados Unidos, no Brasil a prática não é regulamentada. 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2015/04/1615768-decisao-inedita-coloca-jovem-que-estudou-em-casa-na-faculdade.shtml
Você também pode ler: Educação Domiciliar - Uma Nova Tendência de Ensino para Várias Famílias Brasileiras, seguindo uma tendência em Vários Países.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

A imoralidade de Robin Hood

Coluna 
Rodrigo Constantino
Análises de um liberal sem medo de polêmica 

03/03/2015
 às 11:56 \ CulturaFilosofia política

Em época de novo debate sobre aumento de imposto sobre fortunas, aproveito para resgatar um texto meu em que ataco o conceito de “justiça social”, como se fosse justo tirar de quem tem mais e dar para quem tem menos (e como se isso fosse o que realmente acontecesse nesses casos).

Não há como localizar historicamente Robin Hood com certeza. A existência de um fora-da-lei nas florestas de Sherwood durante a Idade Média parece ser um fato. Mas evidências apontam para vários possíveis indivíduos que se encaixam nas narrações lendárias, e como Robin Hood tornou-se um apelido comum para foras-da-lei, fica praticamente impossível determinar qual foi o verdadeiro... Aqui pretendo apenas tratar da “herança maldita”, para usar termo em moda, que essa lenda representa até os dias atuais.

Vale antes ... para esclarecer uma distinção importante. Alguns defendem que Robin Hood não fazia mais do que recuperar o que era tomado à força, via impostos, pelas autoridades. Ele estaria, nesse caso, tirando de quem roubou de verdade o bem, e devolvendo-o a quem este pertencia. Mas não é esta a imagem que perdurou de Robin Hood. Quando mencionam este nome, estão se referindo aos que tiram à força dos que têm mais, para distribuir aos que necessitam, não importando quem produziu os bens, ou a quem eles pertenciam a priori...
Um princípio moral básico é o direito à propriedade, começando pelo seu próprio corpo. Se não somos os donos dele, não passamos de escravos, de seres sacrificáveis para algum outro objetivo alheio qualquer. A consequência natural desse direito básico é que devemos ser donos também dos frutos do nosso esforço físico ou mental, da nossa produção, seja física ou intelectual.
Assim, todos seriam livres para realizar trocas voluntárias, tendo que sempre oferecer algo de valor, no julgamento dos outros, para obter os bens e serviços que ele julga valiosos. Sua produção é sua única ferramenta para a sobrevivência digna, e a troca livre o único meio justo para obter o que não produziu, mas deseja. A alternativa é o roubo, é a apropriação indevida, através da força, coerção ou fraude, daquilo que ele não produziu nem obteve livremente oferecendo algo de valor em troca. Para esses, chamados marginais, existe o Estado, com seu papel precípuo de polícia, protegendo os cidadãos livres e honestos. O problema, cada vez mais comum e grave, é quando o próprio Estado resolve bancar o Robin Hood, ignorando esse aspecto moral de justiça, e invocando o abstrato e arbitrário termo “justiça social”, como se a necessidade passasse a garantir o direito de expropriação da propriedade privada. Fica, nesse caso, legalizado o roubo, o direito de escravizar alguém e tomar a força sua produção, somente porque outro dela necessita, mas não quer ou pode oferecer nada de valor em troca. Os que produzem se tornam escravos dos que necessitam. Em pouco tempo, quem irá produzir assim?
Tais inescrupulosos escondem-se sob o manto de um suposto altruísmo, como se ser solidário com a propriedade dos outros fosse nobre e moral. Um indivíduo sentir pena de um miserável ou necessitado, e tentar ajudá-lo com seu esforço pessoal, é algo notável. Mas alguém que, em nome dessa pena, escraviza inocentes, rouba-lhes os frutos de seus trabalhos e ainda chama isso de justiça, não passa de um imoral. A solidariedade precisa ser voluntária. E infelizmente a institucionalização dessa imoralidade à lá Robin Hood dá-se no próprio Estado, que passa a existir não para proteger a liberdade individual, mas para tirar de alguns à força para distribuir aos pobres, como se necessidade fosse critério de justiça. Se fosse, um carente necessitado de sexo teria o direito de estuprar uma donzela inocente, já que o consentimento não importa.
Nem o conceito de justiça, nem o argumento de resultado prático, sustentam a defesa de legalizar Robin Hood na figura do Estado. A mentalidade precisa mudar... Quem tem necessidades, tem que trabalhar para supri-las. Tem que oferecer algo de valor em troca daquilo que necessita. E em último caso, dependerá da solidariedade alheia, que por definição não pode ser imposta, compulsoriamente, mas sim voluntária de cada indivíduo. Tirar dos ricos para dar aos pobres é imoral. Precisamos abandonar o romantismo do mito de Robin Hood, que não passa de imoralidade transvestida de altruísmo.
Rodrigo Constantino

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